

"Nenhum siciliano pode recusar um pedido no dia do casamento de sua filha"
Em 1972, Mario Puzo e Francis Ford Coppola trazem ao mundo a saga de uma familia que iria revolucionar o cinema moderno.
Pouco ou nada se sabia sobre a máfia, sua organização, seus métodos e os estranhos laços de irmandade que faziam das familias criminosas, organizações tão profundas e complexas que até hoje são cercadas de mistérios.
Marlon Brando, no principal papel de toda sua carreira, dá vida a Don Vito Corleone, imigrante italiano que vê na américa o lugar ideal para estabelecer sua familia, criar seus filhos e tocar seus negócios.
O padrinho, como é chamado, é o simbolo do patriarcalismo europeu, a figura central a qual todos recorrem quando a necessidade surge. E é exatamente com uma cena dessas que o filme começa. Durante o casamento de sua filha, Connie, o Don recebe pessoas em seu escritório, pessoas como o agente funerário Bonassera, que clama pela justiça do Don, para que os arruaceiros que agrediram sua filha sejam severamente punidos. Tudo que o Don pede em troca, é a "amizade", um favor, que talvez nem seja a ser cobrado, mas que é sempre bom ter por perto.
As pessoas sabiam bem o que era ficar devendo um favor para o Don...
A familia ainda é composta por "Sonny" Santino, interpretado por James Caan, o filho mais velho e futuro herdeiro da organização.
Fredo (John Cazale), mulherengo e pouco preocupado com os negócios da familia.
Connie (Talia Shire), a filha, com uma queda por homens cafajestes.
Tom Hagen, interpretado pelo ótimo Robert Duval, é o filho adotivo de Don Vito, advogado e "consigliere" do Don.
E finalmente o personagem principal de toda a trama: Michael Corleone, o filho mais novo, herói de guerra, e justamente quem o Don gostaria de ver longe dos negócios, para que ele levasse uma vida normal, americana, mas que o destino mostra ser impossível.
O filme é recheado de personagens memoráveis, Pete Clemenza, capo da família, Luca Brazzi, braço forte do Don, Paulie Gato, Sal Tessio, todos trabalhadores leais dos negócios dos Corleone.
E temos também é claro o outro lado: Virgil "O Turco" Solozzo, gangster envolvido com o tráfico de drogas, Os chefes das outras 4 familias de Nova Iorque: Barzini, Tataglia, Cuneo e Stracci.
Lealdade, traições, conspirações, assassinatos, policiais corruptos. Tudo mostrado numa trama quase que romantica, onde você chega a torcer pelos bandidos. Pois por mais organizado, humano, leal e até utópico que possa paracer, não podemos nunca esquecer que se tratam de criminosos.
Para completar a experiência do filme temos a belíssima fotografia de uma Nova Iorque dos anos dourados, em toda sua elegância, embalados pela magistral trilha sonora de músicas italianas e algumas compostas por Carmine Coppola, pai do diretor.
Contar mais do filme é estragar a surpresa, portanto, corra para a locadora ou loja e pegue o DVD, pois esse filme está na lista dos 10 mais de todos os tempos, com certeza!













